Clínica de Oftalmologia Dr Horácio Correia - Doença dos Olhos / Consulta de Diabetes Ocular

Consulta de Diabetes Ocular

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Se tem diabetes, o seu corpo não utiliza nem armazena o açúcar corretamente. Níveis elevados de glicemia podem danificar os vasos sanguíneos na retina, camada nervosa do fundo do olho que recebe a luz e ajuda a enviar as imagens para o cérebro. Os danos nos vasos da retina é referido como retinopatia diabética.

Tipos de retinopatia diabética

Existem dois tipos de retinopatia diabética: retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) e a retinopatia diabética proliferativa (RDP).
A RDNP é uma fase precoce da retinopatia diabética. Nesta etapa, os pequenos vasos sanguíneos da retina são incontinentes. O extravasamento de sangue ou de fluído faz com que a retina fique edemaciada (“inchada”) ou forme depósitos chamados exsudados.
Muitas pessoas com diabetes têm RDNP leve, que geralmente não afeta a visão. Quando a visão é afetada, é o resultado de edema macular, isquemia macular, ou ambos.
Edema macular é o espessamento da mácula, uma pequena área no centro da retina que nos permite ver detalhes finos.  O edema é causado pelo extravasamento de fluído dos vasos sanguíneos da retina. É a causa mais comum de perda visual por diabetes.

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Figuras 1 e 2 – Fundo ocular normal vs Fundo ocular com retinopatia diabética


Fundo ocular com edema macula diabético

Figura 3 –
Fundo ocular com edema macula diabético


Isquemia macular
ocorre quando os pequenos vasos sanguíneos (capilares) ficam obliterados. A visão fica turva porque a mácula não recebe sangue em quantidade suficiente para funcionar corretamente.
A RDP está presente quando novos vasos anormais (neovascularização) começam a crescer na superfície da retina ou no nervo ótico. A principal causa da RDP é a oclusão generalizada de vasos sanguíneos da retina, impedindo o fluxo de sangue adequado. A retina responde gerando novos vasos sanguíneos, numa tentativa de fornecer sangue à área onde os vasos originais estão obliterados. Infelizmente, os novos vasos sanguíneos anormais não reabastecem a retina com o fluxo sanguíneo normal. Os novos vasos são frequentemente acompanhados por tecido fibroso que pode provocar repuxamento ou descolamento da retina.
A RDP pode causar perda de visão mais grave do que a RDNP, porque pode afectar a visão central e periférica. A RDP provoca perda de visão das seguintes maneiras:
Hemorragia vítrea - os neovasos são frágeis e podem sangrar para dentro do vítreo, substância gelatinosa que preenche o olho. Se a hemorragia vítrea for pequena, uma pessoa pode ver apenas algumas “sombras” a flutuar no campo de visão. Uma hemorragia muito grande pode levar à perda de visão. Pode levar dias, meses ou mesmo anos, para reabsorver o sangue, dependendo da quantidade de sangue presente. Se o olho não reabsorve o sangue no vítreo adequadamente dentro de um prazo razoável, uma vitrectomia (cirurgia de vítreo) pode ser recomendada. Hemorragia vítrea por si só não causa perda de visão permanente.

Fundo ocular com hemorragia vítrea

Figura 4 – Fundo ocular com hemorragia vítrea 

Descolamento de retina por tração - associada à neovascularização está um tecido fibroso que pode repuxar a retina da sua posição normal. Perda de visão mais grave pode ocorrer se a mácula ou grandes áreas da retina forem descoladas.
Glaucoma neovascular - nas fases avançadas de RDP pode haver novos vasos sanguíneos anormais que crescem sobre a íris (parte colorida do olho) e nos canais de drenagem na parte da frente do olho. Isso pode bloquear o escoamento normal de humor aquoso. A pressão ocular aumenta, resultando em glaucoma neovascular, uma doença ocular grave que causa dor ocular violenta e dano irreversível no nervo ótico.

Como é diagnosticada a retinopatia diabética?
Um exame oftalmológico é a melhor maneira de detetar alterações no interior do seu olho. Um oftalmologista pode diagnosticar e tratar retinopatia grave, mesmo antes de qualquer perturbação da visão. O oftalmologista dilata a sua pupila e examina o interior do olho com equipamentos e lentes.
Se o seu oftalmologista encontra retinopatia diabética, é necessário realizar fotografias da retina e um exame  chamado angiografia fluoresceínica para verificar se há necessidade de tratamento LASER. Neste exame, um corante é injetado no seu braço e fotografa-se a retina para detectar onde há extravasamento de fluído, oclusões vasculares e neovascularização. Outro exame usado no estudo de edema macular diabetico é a tomografia de coerência ótica (OCT). Trata-se de um estudo não-invasivo e não necessita de dilatação da pupila.

Como é tratada a retinopatia diabética?
O melhor tratamento é evitar o desenvolvimento da retinopatia o máximo de tempo possível. O controle rigoroso da glicemia no sangue reduzirá significativamente o risco a longo prazo da perda de visão por retinopatia diabética. Se a pressão arterial elevada e problemas renais estão presentes, necessitam de ser tratados. O doente diabético está proibido de ter tensões arteriais altas!

Fotocoagulação LASER - procedimento mais utilizado no tratamento da retinopatia diabética. Várias sessões de LASER são frequentemente recomendadas para doentes com edema macular, RDP e glaucoma neovascular.
Para o edema macular, o LASER diminui o extravasamento vascular na retina adjacente à mácula O principal objectivo do tratamento é estabilizar ou retardar a perda de visão. Para a RDP, o LASER é focado em todas as partes da retina excepto na mácula. Este tratamento com fotocoagulação panretiniana induz a regressão da neovascularização e diminui a probabilidade de hemorragia vítrea ou de descolameno de retina tracional.


Fundo ocular com marcas de panfotocoagulação LASER


Figura 5 – Fundo ocular com marcas de panfotocoagulação LASER


O LASER não cura a retinopatia diabética e nem sempre evita maior perda de visão.
Vitrectomia em casos de RDP avançada, o seu oftalmologista, pode recomendar uma vitrectomia. Durante este procedimento de microcirurgia, que é realizado num bloco operatório, o vítreo cheio de sangue é removido e substituído por uma solução transparente. O oftalmologista pode aguardar algum tempo para verificar se o sangue é reabsorvido. Se a retina está descolada, pode ser reparada durante a vitrectomia

Injeções intravítreas de anti-VEGF podem induzir a regressão temporária do crescimento dos neovasos sanguíneos. O VEGF é um factor necessário para a neovascularização. Às vezes uma medicação intravítrea de corticoesteróides também pode ser usada, nomeadamente em casos de edema macular.

A perda de visão é em grande parte evitável
Se tem diabetes, é importante saber que hoje, com a melhoria dos métodos de diagnóstico e tratamento, uma percentagem menor de diabéticos apresenta perda de visão grave. A deteção precoce da retinopatia diabética é a melhor forma de evitar a perda de visão.
Pode reduzir significativamente o risco de perda de visão mantendo um controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial. Deve visitar o oftalmologista com regularidade, mesmo sem sentir alterações visuais.
As pessoas com Diabetes tipo 1 devem agendar um exame dentro de cinco anos do diagnóstico e, em seguida, anualmente. As pessoas com Diabetes tipo 2 devem fazer um exame no momento do diagnóstico de diabetes e depois uma vez por ano.
As mulheres grávidas com diabetes devem marcar uma consulta no primeiro trimestre porque a retinopatia pode progredir rapidamente durante a gravidez.
Se precisa de ser examinado para óculos, é importante que a glicemia esteja estabilizada durante vários dias, para se proceder a essa consulta. As mudanças rápidas de glicemia podem causar flutuações da visão, mesmo se a retinopatia não estiver presente.
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